Gestão de Riscos

Gestão de Riscos

1 – Gestão de Risco do Mercado

O Agibank tem estrutura de Gerenciamento do Risco de Mercado conforme determina a Resolução 4.557/17, do Conselho Monetário Nacional.

A Resolução 4.557, de 23 de fevereiro de 2017, do Conselho Monetário Nacional define como Risco de Mercado a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. A definição inclui os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities).

As diretrizes para Gerenciamento do Risco de Mercado estão descritas na Política de Gestão do Risco de Mercado, devidamente formalizada e divulgada a todos os colaboradores da Instituição. Essa política é revisada anualmente pelo Departamento Financeiro, Compliance e por todos os membros da Diretoria.

As políticas e estratégias para o Gerenciamento do Risco de Mercado estabelecem limites operacionais e procedimentos destinados a manter a exposição ao Risco de Mercado em níveis considerados aceitáveis pela Instituição.

O Agibank adota como metodologia para mensurar os Riscos de Mercado os seguintes instrumentos:

Análise periódica do descasamento atual entre operações ativas e passivas com indexadores de taxas diferentes;

Indicador Risco de Mercado: indicador divulgado em painel específico utilizado para monitoramento do Risco de Mercado. Demonstra o percentual de descasamento entre a Carteira Ativa e Passiva que possuam indexadores diferentes (taxas pré ou pós fixadas);

Testes de estresse: Esta metodologia visa testar cenários de estresse e determinar a sensibilidade do capital da Instituição aos impactos de movimentos extremos de mercado e mensurar o impacto em termos de resultado econômico-financeiro;

Plano de Contingência do Risco de Mercado: buscando gerenciar de forma prospectiva o Risco de Mercado da Instituição, foi estabelecido o Plano de Contingência que define responsabilidades e procedimentos a serem adotados em caso de crise, para que quando o limite máximo for atingido, sejam adotadas algumas ações para reduzir o descasamento e retornar aos níveis desejáveis com relação ao Risco de Mercado

2 – Gestão do Risco de Liquidez

O Agibank tem uma estrutura de gerenciamento de Risco de Liquidez compatível com sua estratégia de crescimento e com a complexidade de suas operações, que objetiva a identificação, a avaliação, o monitoramento e controle dos riscos que podem impactar sua liquidez e comprometer o equilíbrio econômico­ financeiro da instituição, em conformidade com as disposições da Resolução 4.557/17.

O processo de Gerenciamento de Risco de Liquidez está alinhado às melhores práticas de mercado e abrange todas as áreas envolvidas com a identificação e avaliação dos riscos relevantes às operações da instituição. O gerenciamento do Risco de Liquidez contempla o modelo a ser utilizado para o cálculo dos testes de estresse e geração de relatórios, assim como o Plano de Contingência de Liquidez e as medidas necessárias para a manutenção da capacidade de honrar as obrigações esperadas e inesperadas sem prejudicar a continuidade de suas operações.

O Plano de Contingências define as responsabilidades e alçadas de autoridade com poder de decisão, de maneira que todos os colaboradores compreendam suas funções em situações de dificuldades ou crises, quando geralmente não há tempo para elaborar a melhor decisão, bem como determinar as ações a serem tomadas e os procedimentos de mobilização de recursos para solucionar cada uma das situações de emergência identificadas.

3 – Gestão do Risco de Crédito

O Gerenciamento do Risco de Crédito visa garantir a conformidade às leis, regulamentos e normas vigentes, bem como adotar as melhores práticas de gestão de Risco de Crédito.

A estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito é compatível com a natureza das operações, complexidade dos produtos e serviços e nível de exposição ao Risco de Crédito e é composta pelas etapas de: decisão, formalização, monitoramento e cobrança, que possibilitam o acompanhamento contínuo da qualidade da carteira de crédito.

A gestão do Risco de Crédito é realizada conforme a Política de Crédito e Normas de Crédito específicas dos produtos de nosso negócio, com a definição de alçadas de aprovação, de acordo com o risco, participação do Comitê de Crédito, regras de aprovação, entre outros.

Foi instituído o Comitê de Crédito que tem a responsabilidade de definir e gerir as definições da Política de Crédito e deliberar sobre a concessão ou não de crédito para os clientes da instituição.

Diariamente, a diretoria recebe informações que permitem analisar a situação. Além da Controladoria, a Diretoria de Crédito acompanha diariamente em painel próprio outros indicadores que refletem a qualidade de crédito da carteira.

O Agibank realiza o devido provisionamento das operações de crédito segundo a Resolução 2.682/99.

Ainda, em atendimento à Resolução 4.193/13, mantém capital suficiente para cobrir os riscos das operações de créditos realizadas.

4 – Gestão do Risco Operacional

A Resolução 4.557/17 define Risco Operacional como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Inclui o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como as sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição.

O Agibank, atendendo às determinações dos órgãos reguladores, bem como visando aprimorar seus controles internos, desenvolveu uma estrutura para gerenciar o Risco Operacional ao qual a instituição está exposta. Essa estrutura tem como objetivo identificar, avaliar, monitorar, controlar e mitigar o risco operacional inerente aos produtos, processos, serviços, atividades e sistemas da Instituição. Como parte da estrutura foi desenvolvida uma Política de Gerenciamento do Risco Operacional, que visa garantir o pleno cumprimento do modelo de gestão do risco operacional utilizado. Essa política é revisada e aprovada anualmente pelo Diretor responsável.

A estrutura do Gerenciamento do Risco Operacional é suportada por:

* Diretor responsável pelo gerenciamento do Risco Operacional: diretor estatutário devidamente nomeado o qual representa a instituição junto ao Banco Central. Cabe ao diretor analisar, aprovar e revisar da Política de Gerenciamento do Risco Operacional, assegurar que a estrutura é adequada às necessidades da instituição, reportar ao Comitê de Auditoria e Riscos a análise dos riscos operacionais aos quais a instituição está exposta.

* Comitê de Auditoria e Riscos: responsável por analisar os resultados dos relatórios de gerenciamento do risco e por recomendar alterações na estrutura, caso necessário.

* Área de Controles Internos e Risco Operacional: responsável por identificar, avaliar, controlar e sugerir novas práticas de controle que possam mitigar a exposição do risco, disseminar a cultura de gestão de riscos dentro da instituição e emitir periodicamente relatório de acompanhamento dos riscos identificados, apoiar os gestores dos processos na avaliação e implementação dos controles necessários para mitigação dos riscos operacionais.

* Auditoria Interna: responsável pela fiscalização da estrutura e do processo de gerenciamento de risco operacional, realizando testes dos controles e emitindo relatório à alta administração sobre as deficiências encontradas.

A estrutura de Gerenciamento de Risco Operacional também contempla a elaboração de uma Matriz de Riscos, considerando a avaliação de impacto e vulnerabilidade. Essa matriz permite o registro dos processos e riscos em que a instituição está exposta, bem como o registro dos planos de ação para mitigar os riscos identificados e aprimorar os controles internos.

5 – Gerenciamento de Capital

O Agibank tem uma estrutura de gerenciamento de riscos para atender às disposições da Resolução 4.557/17 e tem como premissas:

● Monitoramento e controle do capital mantido pela instituição.

● Avaliação e reporte à alta administração da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a anstituição está sujeita.

● Planejamento de metas e de necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos da instituição.

● O Gerenciamento de Capital na Instituição é compatível com a natureza das operações, complexidade dos produtos e serviços e com a dimensão da exposição a riscos da instituição e, objetiva o monitoramento do capital econômico existente e a avaliação das necessidades de capital para fazer frente aos riscos aos quais está exposta.

● Os instrumentos e indicadores do gerenciamento de capital são elaborados com base na previsão orçamentaria anual, que sofre revisões trimestrais, as quais são discutidas em reunião trimestral no Comitê Líquidez, Mercado e Capital, com participação obrigatória do diretor responsável pelo Gerenciamento do Risco de Capital.

● Cabe ao Comitê a responsabilidade de munir a alta administração de informações para tomada de decisões quanto à adequação de capital e o possível acionamento do Plano de Capital.

● O Plano do Agibank contempla as estratégias e a Estrutura e Política de Gerenciamento de Capital, tendo como objetivo principal nortear os princípios e procedimentos relacionados ao tema, estando aderente ao Planejamento Estratégico da Instituição.

 

Relatórios de Gestão de Riscos